Iaiá Garcia-CAPÍTULO III

Luís Garcia pouco trabalho teve no ânimo de Jorge. A resolução deste, uma vez declarada, não recuou mais. Não desconhecia o moço que a empresa a que metia ombros era crespa de dificuldades. A guerra, sobretudo depois do desastre de Curupaiti, prometia durar muito; não havia desânimo, e o go... Clique para ler mais

Iaiá Garcia-CAPÍTULO II

A hora aprazada era incômoda para Luís Garcia, cujos hábitos de trabalho mal sofriam interrupção. Não obstante, foi à Rua dos Inválidos.   Valéria Gomes era viúva de um desembargador honorário, falecido cerca de dois anos antes, a quem o pai de Luís Garcia devera alguns obséquios e... Clique para ler mais

Iaiá Garcia-CAPÍTULO PRIMEIRO

Luís Garcia transpunha a soleira da porta, para sair, quando apareceu um criado e lhe entregou esta carta:   “5 de outubro de 1866. Sr. Luís Garcia — Peço-lhe o favor de vir falar-me hoje, de uma a duas horas da tarde. Preciso de seus conselhos, e talvez de seus obséquios. — VAL Clique para ler mais

Helena-CAPITULO XIX

No momento em que Estácio proferia estas palavras, transpunha Mendonça a porta do jardim do capelão. Preocupado com a frieza de Estácio, lembrara-lhe falar a Melchior e pedir-lhe conselho. Melchior ia responder ao sobrinho de D. Úrsula, quando ouviu rumor de passos na areia do jardim — Aí ... Clique para ler mais

Helena-CAPÍTULO XX

A visita de Estácio não causou nenhum espanto a Mendonça; ele a esperava com a confiança das índoles ingênuas e avessas ao ódio. Não era crível que um amigo de longos anos dormisse sobre a injustiça de um minuto; contudo dormiu. Foi na seguinte manhã que Estácio procurou o pretendente de... Clique para ler mais

Helena-CAPÍTULO XXI

Poucos instantes esperou Estácio. Veio um homem abrir-lhe a porta; era o mesmo que ele vira ali uma vez. Entre ambos houve meio minuto de silêncio, durante o qual nem Estácio se lembrou de dizer o que queria, nem o desconhecido de lhe perguntar quem era. Olhavam um para o outro — Que desejava... Clique para ler mais

Helena-CAPÍTULO XXII

Não era preciso grande esforço para adivinhar a dona das mãos. Estácio, com as suas, afastou as mãos de Helena, segurando-lhe os pulsos de modo que lhe arrancou um leve gemido. Voltando-se, deu com os olhos na irmã, que lhe disse em tom de gracioso reproche — Você é muito mau! Pagou-me a... Clique para ler mais

Helena-CAPÍTULO XXIII

— És forte? perguntou o padre — Sou — Crês em Deus Estácio estremeceu e olhou para o ancião, sem responder. Melchior insistiu — Crês — Essa pergunta.. — É menos ociosa do que parece. Não basta supor que se crê; nem basta crer à ligeira, como na existência de uma reg... Clique para ler mais

Helena-CAPÍTULO XXV

— A mãe de Helena, disse Salvador, cuja beleza foi a causa, a um tempo, da sua má e boa fortuna, era filha de um nobre lavrador do Rio Grande do Sul, onde também nasci. Apaixonamo-nos um pelo outro. Meu pai opôs-se ao casamento; tinha alguns bens, mandara-me estudar, queria ver-me em posição... Clique para ler mais

Helena-CAPITULO XXVI

— Seu pai, continuou Salvador dirigindo-se a Estácio, que, para acabar de compor o rosto, tinha ido até à janela e voltara a sentar-se, — seu pai era honrado e cavalheiro. Arrebatando-me Ângela, não me traiu, porque não me vira nunca; não contribuiu diretamente para a traição dela, porq... Clique para ler mais

Helena-CAPÍTULO XXVII

Tinha acabado; grossas lágrimas, retidas a custo enfim lhe rebentaram dos olhos e rolaram pelo rosto abaixo do narrador. A comoção não ficou só nele; os dois ouvintes a sentiram também. Acabara; e o pior que podia acontecer, era isso mesmo. Uma vez finda a narração, ficaram os dois calados e... Clique para ler mais

Helena-CAPÍTULO XXVIII

Naquela noite, a segunda de tão extraordinários sucessos, foi que Estácio sentiu toda a violência do amor que lhe inspirara Helena. Enquanto os detinha um vínculo sagrado, amara sem consciência; e ainda depois de esclarecido pelo padre, o esforço empregado em vencer-se e a própria natureza d... Clique para ler mais

Helena-CAPÍTULO XI

Naquele dia fazia anos Estácio, e D. Úrsula assentara receber algumas pessoas a jantar, e outras mais à noite, em reunião íntima. Ela e Helena tomavam a peito fazer que a pequena festa de família fosse digna do objeto. Estácio opinou pela supressão do sarau; mas era difícil alcançar a desi... Clique para ler mais

Helena-CAPÍTULO X

Estácio dirigiu-se ao portão. Abriu-o; um moço que ali estava entrou precipitadamente. Era Mendonça. Os dois mancebos lançaram-se nos braços um do outro. Helena, a alguma distância, presenciou aquela efusão, e não lhe foi difícil adivinhar quem era o recém-chegado.   A efusão cessou... Clique para ler mais

Helena-CAPÍTULO XII

A festa correu animada, posto a reunião fosse restrita. Alguns giros da valsa, duas ou três quadrilhas, jogo e música, muita conversa e muito riso, tal foi o programa da noite, que a encheu e fez mais curta.   Se as honras da casa foram feitas por Helena, a alma da festa era Mendonça, cujo ... Clique para ler mais

Helena-CAPÍTULO XIII

Dissolvida a reunião, Helena recolheu-se à pressa com o pretexto de que estava a cair de sono, mas realmente para dar à natureza o tributo de suas lágrimas. O desespero comprimido tumultuava no coração, prestes a irromper. Helena entrou no quarto, fechou a porta, soltou um grito e lançou-se d... Clique para ler mais

Helena-CAPÍTULO XIV

Camargo ia sentar-se à mesa quando lhe entregaram a carta de Estácio; leu-a para si, mas a filha leu-a nos olhos dele. Uma aura de bem-aventurança desrugou a fronte do médico; seus lábios – coisa pasmosa! – abriram-se num sorriso franco, sorriso que chegou a desabrochar em gargalhada, a pri... Clique para ler mais

Helena-CAPÍTULO XV

Estácio levantou-se ao amanhecer. Uma vez pronto, quis surpreender a tia e a irmã com uma lembrança sua, e escreveu numa folha de papel estas simples palavras: "Até à volta; 6 horas da manhã”.Dobrou-a e foi pô-la sobre a mesa de costura de D. Úrsula. Dali passou à sala de jantar, depois Clique para ler mais

Helena-CAPÍTULO XVI

Helena leu e releu a carta. Depois ficou silenciosa, a olhar para as folhas da trepadeira, que do lado de fora viera a subir pela muralha da varanda e a debruçar-se enfim do parapeito para dentro. A carta ficara aberta sobre os joelhos da moça. Mendonça, a poucos passos, olhava para esta, sem ous... Clique para ler mais

Helena-CAPÍTULO XVII

Aquele dia foi marcado no calendário de Mendonça com letras de ouro e cetim; a noite desceu coroada de murta e rosas. Ele viveu essas horas todas num estado de sonambulismo e êxtase. Tencionava referir tudo à mãe, logo que entrou em casa ao meio-dia; mas não se atreveu, porque ele mesmo não e... Clique para ler mais


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